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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Retrato de um sorriso de dor.

Essa pintura de falsidade que enobrece meus olhos, esse ser tão misterioso que vaga no ar. Nem Mona Lisa conseguiria ser tão inexpressiva... Excêntrica. Essa tinta neutra que dá acabamento nesse não realismo cósmico, cosmético.
Há uma dor que cobre todo seu desespero, ela te cria e ela te investiga, o seu futuro de alegrias que enriquecem o seu passado de falsas tristezas, os olhos de tua serpente mordem sua alma. O veneno escorre por entre seus pés e você precisa abrir novamente o ferimento, um calmante para se esquecer do pior. Mas o pior sempre estará ao seu lado, te comendo com a delicadeza de uma pena, com o sabor de uma língua furada... Ensanguentada.
Seu segredo de antemão, sua caixa de nervosismo, você pode imaginar o quão pode ser perigoso, como a morte não pode existir, como essa vitamina de suor não pode conter. Seu sono te devora, morde seus sonhos e matam seus pecados.

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